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DESATINO ROMÂNTICO E CONSCIÊNCIA CRÍTICA. UMA LEITURA DE AMOR DE PERDIÇÃO, DE CAMILO CASTELO BRANCO.

Esta abordagem do livro conduz o leitor aos descaminhos do texto, com suas certezas e contradições. A mais romântica das novelas camilianas é vista como antecipação realista, saltando do confronto ao ultrapasse. Metonímia, deslocamento e caricatura são recursos de uma construção fraturada pelo oscilar entre o rigor iluminista e a fluência da emotividade popular que balizaram o autor. 
The utopia of an unarmed looking on reading Amor de perdição, by Camilo Castelo Branco, makes the critical reader change the primacy of the analytical tools used at the Academy by means of the transit between the temporal otherness and the textual reality. Otherness searched in the Act of undressing the contemporary looking from its concepts and assumptions in favor of a glimpse of the circumstances and time revisited. The most romantic of the Camilian novels is seen as realistic anticipation.


OS RISCOS DA CABRA-CEGA: Recortes de crítica ligeira reúne parte da crítica de “rodapé” produzida pelo professor, poeta e crítico literário Cid Seixas, de 19 de setembro de 1994 a 9 de novembro de 1998, período em que manteve uma coluna semanal no jornal A Tarde, de Salvador, Bahia, totalizando 191 artigos. No irreverente título, o autor cifra um conjunto de referências que diz muito do conteúdo que iremos encontrar no interior do livro, a exemplo do tom irônico e provocativo que ele assume em relação ao exercício da crítica literária, a sua e a de outros tantos e diversos profissionais; a valorização do jogo lúdico e prazeroso que deve predominar em toda e qualquer relação com o texto literário; a defesa da leveza textual e da agilidade comunicativa como princípios básicos da crítica de “rodapé”. Rubens Alves Pereira e Élvya Ribeiro Pereira (Org.). Ao contrário dos demais e-books, trata-se de um livro impresso cuja cópia eletrônica é disponibilizada.


O MODERNISMO NA BAHIA,
por Cid Seixas

Godofredo Filho é o legítimo precursor do modernismo na Bahia e um dos melhores poetas brasileiros de sua geração. A rigor, não pertenceu ao grupo de Chiacchio; tinha-se antecipado, alguns anos, em escandalizar as tranqüilas consciências literárias de nossa terra, com experiências surrealistas que, se fizeram rir a muitos, deixaram outros apreensivos, pois, também havia certa ordem nessa loucura. É o depoimento do crítico Eugênio Gomes.



LITERATURA E INTERTEXTUALIDADE, de Cid Seixas, é um estudo sobre a ressonância de vozes no texto literário, que demonstra o permanente diálogo mantido pelas obras entre si, ou pelas diversas manifestações artísticas, onde um texto remete ao universo de outro texto; e onde uma composição musical evoca outra composição. Pintura, arquitetura, cinema, teatro, música e literatura são exemplos de expressões artísticas que não ficaram imunes ao diálogo das obras entre si, numa cumplicidade aliciante para com o público. A troca de experiências é uma atitude essencial do homem, também assumida por uma das manifestações mais complexas do seu espírito: a arte.


O SILÊNCIO DO ORFEU REBELDE E OUTROS ESCRITOS SOBRE MIGUEL TORGA, de Cid Seixas, é uma reunião de textos publicados em jornais, revistas e outras fontes, sobre a obra do escritor português, apontado por Jorge Amado como mais o legítimo candidato da língua portuguesa ao Prêmio Nobel. Neste pequeno livro, publicado em 1999, em edição impressa, e disponibilizado agora em suporte digital, às vezes, o foco resvala da obra para o homem, numa confissão involuntária da crença segundo a qual a escrita se enriquece pelo conhecimento da vida que a gerou.


TRÊS TEMAS DOS ANOS TRINTA, de Cid Seixas, discute como os Anos 30 foram emblemáticos para a Literatura Brasileira e, especialmente, para a velha capital da Bahia. Apenas, a partir de 1928 a modernidade artística ganhou relevo na Cidade do Salvador que, já nos primeiros séculos de presença européia, perdeu a condição de metrópole colonial. O padre Antonio Vieira, com sua formação barroca inteiramente constituída na Bahia, foi o escritor de maior expressão da nossa língua. Nenhum outro, formado no Reino representou tão bem o espírito barroco que, assim, pode ser considerado mais uma construção da colônia do que da metrópole. Gregório de Matos, formado em Coimbra, inaugurou a poesia do novo país e, embora pioneiro, não teve a força do prosador educado na província selvagem, cortada pelos reflexos da civilização hispânica. Depois da representatividade literária dos primeiros tempos, somente em raros momentos, como o dos anos 30, a Bahia foi protagonista da cena nacional.





O Filólogo Antonio Houaiss escreve sobre o livro 
O Espelho de Narciso: Linguagem, cultura e ideologia no idealismo e no marxismo, 
de Cid Seixas. 
Rio de Janeiro, Civilização Brasileira / Brasília, INL / MEC, 1981.

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